21 Novembro 2009

Blog do eu penso

“Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer idéias; como ela será suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia do homem pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra: da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento.”


Assim diz Locke em sua teoria, que também faz referencia á Tabula rasa. Então, tudo o que somos hoje, tudo o que a sociedade é, foi imposto, ou melhor, gravado em nossas mentes. A sociedade impõe limite a nós e isso é um meio de controle social. Por isso que não concordo com a coercitividade da sociedade, pois ela restringe os indivíduos. Mas, isso não é algo fácil de desvencilhar. Nascemos e crescemos inseridos neste contexto, e muitas vezes nós mesmos nos vemos praticando um ato coercitivo; como eu disse, por mais que se queria ser livre e deixar os outros livres ainda há amarras, pois a sociedade só existe devido essas amarras que a deixa coesa. - Mas eu não afirmo aqui que todo individuo deva ter o direito de sair fazendo o que quer, até porque isso levaria ao caos. O que critico é a coerção moral que a sociedade faz quando fugimos de certos arquétipos que ela prega e que deveríamos seguir. (Mas porque eu devo fazer isso? Só porque acham certo? E quem garante que o seu certo é o meu certo?).

Enfim, só tento não mostrar o meu eu no outro, ou seja, julgar, apesar de nunca fazer isso é impossível. Porém, me dedico ao máximo para não o fazer - vamos tentar respeitar a diversidade cultural.

Acho que é por isso que odeio o preconceito, xenofobismo, etnocentrismo, porque é dentro dessas perspectivas que conseguimos ver apenas o “nós” ou o “eu”, e onde entra o outro? Se eu posso, se estou certa, porque o outro também não? Como já disse, é difícil e complicado ser neutro. Apesar de tentar, sempre deparo com ações minhas das quais demonstram claramente que não concordo com o outro. Contudo não me acho no direito de punir de forma coercitiva o individuo (como no caso da estudante da Unibam). Posso não concordar, mas não vou ridiculariza-lo para seguir o padrão social “normal”. Uma coisa que não concordo mesmo, é o preconceito; ele trava as idéias e fecha a mente, deixando o individuo restrito (e ainda é possível ver pessoas com estudo e muito preconceituosas... uma pena).

Há também pessoas dominadas socialmente e segue estritamente o que a sociedade prega. Um rapaz novo não pode namorar uma cinquentona, por exemplo. Esses fatos coercitivos me deixam irritada. Ninguém precisa seguir o que todo mundo prega – aliás isso pra mim é fraqueza de muitos que não enfrentam a sociedade para pensar do seu próprio modo. Creio que o individuo, cada um de nós, pode ser livre para ser o que quiser, e não é direito nem meu, nem seu, de questiona-lo.


ps: nesse post parece q eu critico a forma de pensar das pessoas, não aceitando o que cada um pensa ( como por exemplo, se todos tem o direito de pensar como quiserem, então podem terem preconceito). Lembrando que eu critico quem não pensa – aqueles que seguem as massas – e não os pensamentos. Quanto ao preconceito, isso eu critico sim, pois é um fato que prejudica ainda mais os indivíduos, tanto os que atingem quanto aos que são atingidos.


Punf!!! Mais uma vez eu sinto como se não conseguisse me expressar direito, mas eu escrevo é pra mim...

16 Novembro 2009

De Feitos.

Mais uma vez me pego relendo o meu blog. Me ajuda isso, eu me protejo melhor. Já me disseram que o caminho não é me fechar em mim mesma. Mas às vezes percebo que as pessoas andam ocupadas demais, egoístas demais, problemáticas demais. Só queria alguém pra me escutar e entender, mas quando começo a falar, as pessoas imediatamente falam do problema delas. Ai eu escuto-as, porque fico com medo de cometer o erro que às vezes cometem comigo: não me escutar. Eu não me importo em ajudar, ouvir, eu gosto disso. Mas as vezes as pessoas são fechadas quando não devem, e colocam barreiras para não deixar que eu me expresse também. Então não podem falar que faço errado, quando volto para mim mesma e me protejo.
Será que eu sou feita apenas de defeitos? Será que todos são perfeitos, só eu que sou um erro da natureza? Ou será que eu não tenha nenhuma qualidade – ínfima que seja – pra ser conhecida e admirada por isso?
Eu sou um erro, quando decido ser eu mesma – e decepciono as expectativas alheias.
È difícil... (nunca disse que seria fácil). Chorar não quero mais também. Nem tem como ahahah Fico oscilando entre momentos de esperança e momentos de tristeza.
Não vou ser desonesta comigo mesma, e nem hipócrita como a sociedade... sorrindo como se nada acontecesse.

__ Não que eu esteja chorando as magoas aqui... mas aqui é o meu canto... é o meu eu, é a minha vida, uma parte do meu coração. È o que eu vivo hoje.
Portanto, aqui, eu tenho esse direito.


Palavras-chave: word, mind, peace.

Aprendizado da semana: mesmo quando tudo parece perdido, ainda é possivel viver.
2) Eu não estou insatisfeita comigo mesmo mesma. As pessoas que estão insatisfeita com a Joice

08 Novembro 2009

Frases / Fases / Faces

Vi uma frase, até que comum, mas dessa vez ela me fez pensar: “a vida é uma caixinha de surpresas”. Então me pergunto, qual será a próxima surpresa pra mim? A vida tem sido bem criativa comigo, e maléfica também. Não que eu esteja reclamando, porque motivos de sobra eu teria. Mas, ela insiste em me surpreender (gosto disso, desde que não seja algo ruim) e eu ainda mantenho o bom humor. Ahuahauahuah É serio! Agora falando em outra frase “a vida sem humor se torna difícil de viver”. É isso ae, se fudendo, mas sendo alguém feliz.

Se você acha, que seu olhar de juiz sobre mim, ou de superioridade, ou de auto-confiança vai me abater? Nunca pedi pra ninguém seguir meus passos, se você fica preocupado com eles – e agora vou falar como o mundo inteiro fala – o problema é seu.

Coitada, a vida terá que ser bem mais criativa pra me abater.

E como se diz um poeta sabido “nois capota mais num breca!” ajhuahuahauahauh

05 Novembro 2009

Jogos Mortais

Corre, corre, Corre... grita, pede socorro. Ninguém faz nada além de rir.

08 Outubro 2009

Leituras

Aproveitando o de baixo animo e o tempinho que sobrou entre as provas, vou escrever no blog, mas, sem assunto sobre mim por hoje... já tinha pensado postar os livros que leio aqui, já li muitos, só que não da pra fazer de todos, portanto, começo apartir de agora.

Ah, também ganhei 3 livros de presente de aniversario: Eclipse, Amanhecer e Mulheres que correm com os lobos... bom vou ter muita coisa pra ler xD

Nas férias li o livro “Quatro louras”, faz o estilo “fútil”, visto que fala sobre assunto de fama, dinheiro, sexo, falsidade, e a complicação das mulheres. Mas, foi bom porque deu pra dar uma descansada dos livros de suspense. A autora - Candace Bushenell, que também escreveu “ Sex and the city” – cresceu no meio de uma família rica, em Nova York presenciando o estilo de vida sofisticado. Por aí pode se ver a experiência dela aos assuntos abordados no livro, pois foi nesse meio em que ela cresceu. O livro conta a historia de quatro mulheres – Janey, Winnie, Cecelia, e Mink, cada uma com seu estilo de vida, pertencendo á alta sociedade. Das quatro histórias só gostei de uma, a modelo Janey, acho que porque ela me cativou com o seu jeito de ser. Muito inocente ( no sentido de burra), tem vez que da vontade de entrar no livro e falar “ garota você é muito burra, não pensa antes de agir não?”. Acho que ela precisa aprender a lidar com os homens, e deixar de depender deles. Ela não precisa disso, muito menos dos machistas que so queriam aproveitar-se dela. Mas, no fundo ela tem uma alma boa, e acaba se dando bem no final...

A segunda loira, Winnie, uma jornalista é uma chata. Quer mandar em tudo e em todos, prepotente... suas atitudes são elaboras antecedentemente e de acordo com seus interesses.

A outra, Cecelia, é razoável.... em um momento de sua vida ela demonstra grande força de vontade e garra, mas quando consegue realizar seu maior desejo, se torna uma má agradecida com a vida e com sintomas de depressão, sendo que tinha tudo pra ser feliz.

Por ultimo se tem a Mink.... não sei nem porque li a historia dela toda, acho que foi pra terminar o livro. Uma historia sem per nem cabeça, fútil ao estremo. Uma jornalista que vai para Londres para fazer uma matéria sobre os homens de lá, e fica comparando-os a todo momento, com os homens de Nova-york.

Enfim, acho que tem livros melhores que abordam a alma feminina com mais fidelidade e com mais precisão sobre seus complexos, como por exemplo, Diário de Bridget Jones, e Garoto encontra garota.

Esse post ficou uma droga... to tão cansada que nem to conseguindo escrever um texto descente =p


Joice





01 Outubro 2009

Porque o Estado é falho.


De que o estado é falho, todos estão fartos de saber. Mas a questão é: porque? O que faz do Estado um sistema falho? Primeiramente a falha não está somente em sua composição, mas nos subordinados a ele. Para explicar, analisemos o artigo 5 da constituição brasileira de 1988 “ Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade..” como se pode ver, é fato que perante a lei, todos são iguais. Mas, e perante a sociedade? Não, o negro não e visto como igual, o pobre não e visto como igual. Uma pessoa com diploma universitário tem direito a cela especial. A maioria dos presos no Brasil são negros. Mas por quê? Porque eles pecam mais? Porque eles praticam mais crimes que os brancos ou os ricos?

Onde entra a falha do Estado? Na execução. Assim, quando o Estado tenta reparar alguma de suas disparidades a sociedade não aceita. Criticam. Um exemplo claro são as cotas na universidade. A alegação dos contrários é que “todos possuem a mesma capacidade de passar no vestibular”. De fato todos realmente possuem a mesma capacidade e para provar isso analisemos um trecho da obra de Hobbes “ A natureza fez os homens tão iguais, quanto a faculdades do corpo e do espírito (...) Porque quanto a força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte (...) Quanto á faculdade de espírito, encontro entre os homens uma igualdade ainda maior do que a igualdade da força. . O que talvez possa tornar inaceitável essa igualdade é simplesmente a concepção vaidosa da própria sabedoria (...) dificilmente acreditam que haja muitos tão sábios como eles próprios; porque veem sua própria sabedoria bem de perto, e a dos outros homens à distancia.” (Leviatã, cap. XIII, p. 74.)
A diferença dos homens não está na capacidade, mas nas oportunidades. Um fim não é alcançado apenas com a capacidade, mas sim com a soma da capacidade e oportunidade. Aí então entra o papel do Estado para garantir as oportunidades. O que o ele tenta fazer por meio das cotas é dar um pouco mais de oportunidade para o homem, ou seja, dignidade e condições. O Estado tenta corrigir um fato histórico que provocou desde seu inicio grande disparidades. E a população critica tais atos com discursos inconscientes “não é justo, todos tem a mesma capacidade, todos tem os mesmos direito” - argumentam. Sim, possuem o mesmo direito, mas o menos favorecido não tem o seu direito garantido. O Estado tenta corrigir a disparidade diminuindo esta, mas o outrem não permite que tal seja feito, afetando seus interesses. Medidas como as de cotas seriam provisórias, não visando favorecer ninguém, mas apenas igualar. E quando tal estivasse equiparado, não teria mais motivo pra medida reinar. Se todos são iguais perante a lei, então porque não permitem que o direito do outro seja garantido?
Uma pessoa de classe baixa, por exemplo, precisa trabalhar e estudar. Não consegue concorrer igualmente com alunos que apenas estudam e tem os estudos pagos. Se o Estado dá uma chance maior para eles através das cotas, será mais fácil entrar em uma universidade publica e elevar, por conseqüência, sua condição de vida. Assim, este poderá dar ao seu filho um estudo de qualidade, diminuindo o abismo entre as pessoas, nas próximas gerações até que condições de vida irão se igualem. Agora, um aluno de classe alta por sua vez, terá a oportunidade de continuar estudando com cotas ou sem cotas, portanto estas não tirou nada dele, pois sua oportunidade já está garantida.

O que eu quero dizer é que o Estado é falho sim e ele tenta corrigir. Contudo, a sociedade despejam criticas sobre ele, pois analisam apenas seu interesse e não o verdadeiro objetivo. E é isso que eu afirmo que errado não é o Estado sozinho, mas também aqueles que estão subordinados a ele. A sociedade critica por visar apenas seu lado.
Podem me chamar de idealista, dizer que eu não conseguirei mudar o mundo sozinha. Mas, enquanto eu viver vou lutar, enquanto eu viver eu vou pensar. Posso não fazer grande diferença, mas pelo menos pra alguns farei uma essencial diferença. O mundo não vai mudar só comigo, mas se tiver muitos de mim a mudança pode começar a ser feita.

J.

27 Setembro 2009

ReTrato da Vida

Eu vejo o mundo por uma tela

Mas quando fecho os olhos, ganho assas

Então imagino um mundo

Um mundo meu

Sem doenças sociais

Com homens que não se comportam como animais

Com homens que não são tratados como animais


Não imagino homo sapiens

Mas imagino sim, homo sabiens

Imagino flores que são tratadas

E não que são pisadas

As defeituosas são cautelosamente aguadas

Reparadas

Alimentadas

Valorizadas



Mas alguém me toca

Abro os olhos

Não vejo cores

Vejo sujeira

Não precisa ser em beco

Vielas, Favelas

Nem bairros simples

Vejo naqueles Urbanizados

Projetados, Arquitetados

minuciosamente para esconder a podridão

Que cerca, envela mas revela

A verdadeira cara daquela

Que não quer assumir a maldição.


A realidade é triste

Delirante, agonizante

Mas preferem viver nela

Do quer reformar, limpar

A sujeira é jogada para os cantos

Para os morros

Murados, cercados

Aprisionados

Que morram por lá

Melhor do que libertar.

Vejo concreto esfarelando

Ruas esburacando

Crianças dando

Ricos roubando



O reto e visto como torto

Só porque pertence ao povo

Seria contrario

Se pertencesse aos poucos


A realidade dói

O imaginário corroi

Mas prefiro acreditar nele

Do que fazer parte daqueles que distroi.


acho que pela primeira vez na vida consegui por em uma poesia o que eu sentia.


Joice.